Voa, menino, voa

Eu tinha um menino que amava o meu colo.
Eu tinha um menino que não se acalmava enquanto não sentia meu cheiro.
Ele se alimentava do leite desta mãe como se fosse seu único alimento possível para toda a vida.
Este menino custou um pouco a se adaptar na primeira escola. Queria a segurança do abraço da mamãe por perto.
A cada início de ano, uma nova expectativa, ansiedade e insegurança o acompanhavam e, por muito tempo, dizia que sentia saudades enquanto ficou longe.
Este menino, sempre muito sensível, compartilhava comigo seus medos, desafios e angústias. E alegrias também.
Este menino, foi criando seus laços com o espaço escolar, fortalecendo vínculos com os amigos e crescendo.
E assim foi ficando cada dia mais seguro de si e, sempre muito feliz, espera o dia de ir pra escola encontrar os amigos, que vão ganhando mais importância à medida que ele cresce.
E esta mãe, que vê todos os dias este menino crescer um pouquinho mais – em tamanho e sabedoria – fica aqui, olhando, esperando, acompanhando e torcendo.
Cada dia que passa é mais um dia em que me torno um pouquinho mais desnecessária para este menino.
E ele vai, segue seu caminho, ergue a cabeça e caminha a passos largos para a sua própria vida, para o seu rumo.
Voa, querido, voa.
Estou aqui para sempre.

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Gui: Primeira infância se foi

Estou grávida. De novo.

É menino! Que bom. Sempre quis ter só meninos.

Estourou a bolsa, vamos pra maternidade! Antes do tempo, de novo.

Nasceu: 1h08 da manhã, na lua cheia mais brilhante dos últimos anos, com as bochechas mais fofas que já vi na vida.

Chegou João Guilherme para comprovar que meu amor de mãe poderia ser multiplicado e não dividido.

O irmão chegou para conhecê-lo e o amou desde o primeiro dia e assim são, parceiros até hoje, ganhando do pequeno a maior admiração que alguém vai poder lhe dar na vida.

Os dias foram passando, mamou muito, engatinhou, andou, deixou a fralda. Foi pra escola e a mãe chorou todos os dias durante um mês sempre que o deixava lá. Hoje ele quer subir sozinho pra sala, já sabe ler e escrever.

Este menino sapeca, carinhoso, dengoso, curioso que me enche de perguntas prováveis e improváveis, completa hoje o ciclo da sua primeira infância: 7 anos se passaram.

Rápido, muito rápido. Tempo, seu malvado! Só não fico mais saudosista porque aproveitei muito cada momento do seu desenvolvimento e aprendizado.

Meu amor, Gui, querido, que você continue crescendo com saúde e curiosidade e que a vida seja generosa com você. Estaremos sempre juntos, unidos pelo amor da família que formamos.

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Só queria poder abraçar você mais uma vez

Todo mundo tem amigos de infância, de adolescência, de vida adulta, imagino que se faça amigos até nos asilos.

Amizades que se perpetuam por longos tempos são especiais. Eu tive o privilégio de ter algumas assim tão duradouras, poucas, mas especiais. Uma delas, conheci aos 13 anos. Quando mudei de colégio, saí de uma escola pequena de bairro e fui para um grande colégio no centro da cidade. Lá, conheci uma menina, de cabelos negros e lisos, olhos grandes, inteligente e que morava “depois da ponte”.

Ficamos amigas e dali pra frente nos tornamos irmãs de coração, de alma, como costumávamos nos autodenominar. Ela fez vestibular para o mesmo curso que eu e permanecemos juntas até a metade da graduação de Economia, quando desisti daquela “maluquice econométrica” e fui fazer Direito.

As melhores baladas da juventude foram com ela. Primeiro com o Seo Daniel nos levando pra lá e pra cá, depois de Chevette, depois de Uno rodando pela cidade nos bailes de formatura, os quais entrávamos ganhando convite dos “gatinhos” na hora, nas Oktoberfests da vida, nos carnavais de Laguna, no Laelia Purpurata, no Chaplin, na Dizzy, no Arcadia, nos pagodes do Refinaria 227, nos show ao ar livre. Nas inúmeras risadas, nas muitas idas à praia dos Ingleses. Tanta parceria que nos conhecíamos num olhar, uma piscada e sacávamos tudo.

Tanto a conhecia que sabia quem seria o par perfeito para ela: o carinha que começou a trabalhar na minha sala. Jornalista, inteligente, educado, culto, com carinha de CDF e com jeito de certinho. Estilo dela. Estava certa. Foi só apresentá-los e casamento marcado pra dali a algum tempo. Foi seu grande parceiro!

Quando conheci o meu par, ela também estava junto. No casamento dela, eu estava lá, vibrei. No meu ela estava , tomou todas e festou até o fim com toda a alegria que sempre lhe foi característica em todas as festas que íamos e fazíamos.

Tornou-se uma das colaboradoras mais eficientes da nossa empresa, competente, dedicada e apaixonada pelo que fazia. Com uma energia impressionante, enfrentou esta doença terrível, chamada câncer, vencendo muitas batalhas e renascendo em cada uma delas, nos dando esperança onde muitas vezes não tínhamos mais.

Até que um dia, numa triste quinta-feira, de março, deste ano, ela não teve mais forças. E só hoje eu consegui escrever sobre isso. Por que acho uma tremenda sacanagem da vida ela ter ido assim, com a minha idade, com a vontade que tinha de viver, com tanto amor que tinha pelo Marcelo, com tanta vontade de conhecer o mundo.

E neste sábado, 3 de outubro, ela faria aniversário – 40 anos ! Ela se foi, com, no mínimo, 50 anos a menos do que deveria viver. Eu já tentei me conformar, de algumas formas, mas não tem como aceitar numa boa. Além de sentir saudades de tudo que passamos juntas, de todas as nossas conversas, das nossas cumplicidades, tenho saudades do que não vamos viver, de não mais encontrá-la quando chegar na empresa. Eu ainda não consegui excluir o seu Skype, o seu nome da minha lista de contatos do telefone, não consigo entender esta partida assim como uma “passagem”. Não é justo eu ter perdido minha amiga, não é justo o Marcelo ter perdido o amor da vida dele, não é justo o Seo Daniel ter perdido a filha que tanto o amava.

Quem me disser que fica disso tudo alguma lição, não vai me convencer. Destino, missão ou qualquer outra justificativa não me convencerão de que era chegada a hora.

Eu só queria poder abraçar você, Ale, e dizer como disse tantas vezes: amo você minha amiga-irmã, você é muito importante pra mim! Feliz Aniversário!

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Mãe, parabéns e obrigada

Mãe, fiquei te devendo um post como você merece pelos teus 70 anos.
A vida nos traz alguns compromissos urgentes e sérios que precisam ser atendidos de imediato e nem sempre tudo sai como planejado.

E isso me lembra quando eu era criança, e parecia que o tempo nunca passaria, e à noite você ficava pensando no almoço do dia seguinte, no nosso lanche da escola e eu dizia: nossa, mãe! amanhã é só amanhã e você já está preocupada.
E hoje, me vejo fazendo o mesmo. Aliás, me pego fazendo tantas coisas que você fazia, mãe, que nem imagina!
Nesta passagem dos teus 70 anos – ocorrida no dia 3 de setembro –  eu tenho só a agradecer, mas são tantas coisas a agradecer que não consigo elencar todas por que a cada dia, em cada momento da vida eu me dou conta de alguma em especial.
Obrigada por ter me apresentado aos livros, por ter me dado no início da adolescência o Diário de Anne Frank, por ter me apresentado Pollyana menina, Pollyana Moça, Feliz Ano Velho, e tantos outros que você comprava pra mim quando ia ao centro “receber seu ordenado”.
Obrigada por não ter me protegido demais, por ter me deixado quebrar a cara algumas vezes com minha teimosia característica. Por ter me matriculado num bom colégio, mesmo que longe de casa e que para ir até lá eu precisasse pegar ônibus aos 11 anos até o centro e isso te deixasse com o “coração na mão”.
Sei que cada erro meu, cada briga, cada malcriação que eu fazia, te partiam o coração, te doíam, porque sei que mais da metade de você é sensibilidade, mas você foi forte e não “afroxou a guarda” pra mim.
Quando o remédio ardia, você dizia: “o que arde cura, o que aperta segura” e isso é verdade.
Obrigada também por não ter me criado como  uma princesa e ter me deixado brincar como um menino quando eu queria com toda a turma da rua, só por isso eu tive uma infância inesquecível.
O seu maior legado eu procuro passar aos meus filhos: o da irmandade. De cultivar os sentimento de amor entre os irmãos, de que as brigas que houverem são passageiras e que o respeito deve ser sempre primordial e que no dia seguinte a raiva tem que passar e jamais deveríamos deixar de falar um com o outro: “onde já se viu um irmão não falar com o outro, eu não admito!”. E não admitia mesmo. E funcionou.
Obrigada ainda por me ensinar a fazer as tarefas domésticas desde sempre e me ensinar a cuidar de uma casa, saber cozinhar e cuidar das minhas coisas. Se hoje eu sei cuidar da minha casa, devo isso a você também.
Foi com você que aprendi a economizar no supermercado, a saber o preço das coisas e que a vida tem um custo alto.
Só pelo fato de ter me criado para o mundo eu já devo a você todas as minhas honras. A vida não estava esperando uma princesa e você sabia disso desde sempre.
Continue sua caminhada, mãe. Até aqui você foi muito bem! Obrigada mais uma vez.
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Que bom ter meu pai aqui

Amanhã é dia dos pais.

Embora comemore-se este dia somente em agosto, lembrei desta data já no início do ano, em fevereiro. E senti medo. Medo de não tê-lo junto de mim para abraçar amanhã.
Numa viagem com volta antecipada, por ocorrência de uma queda que meu marido sofreu do cavalo e necessidade de cirurgia no punho, em casa, desarrumando as malas e já pensando na semana atribulada que teria, recebi a ligação do meu cunhado: “deixei seu pai há pouco no SOS Cárdio. Ele se sentiu mal.”
Na hora meu coração apertou, minha respiração acelerou, meu chão estremeceu.
Percebi naquele momento que toda força e equilíbrio que sempre conseguia ter para todas as situações difíceis e envolvendo outras pessoas não vinham para lidar com um problema possivelmente sério com o meu pai, e senti, intuitivamente, que era sério.
Coloquei de volta a roupa que acabei de trocar e rumei para o hospital. Encontrei ele na observação e, ao me ver, caiu em prantos, acuado, com medo, querendo mostrar que estava tranquilo, mas não estava. E eu na mesma situação.
Fiquei um pouco junto dele, minha irmã, que já estava acompanhando tudo, me disse que ele precisaria ficar até de madrugada para fazer novos exames e ela ficaria junto. Precisei ir embora, não sem antes cobri-lo com um cobertor e ajeitá-lo na poltrona. Voltei pra casa chorando.
Antes de amanhecer soube que ele havia infartado, que seria encaminhado para um cateterismo e essas informações todas me faziam imaginar como ele estava se sentindo, se precisaria tudo isso mesmo, o quanto de medo ele tinha, o quanto ele queria sair de lá.
Logo o pai que se recusava a ir fazer exames, a ir a qualquer médico, que se negava a entrar numa clínica. E eu, não podia fazer nada, teria que aguardar o horário do boletim médico ao meio-dia.
Minha cabeça, meu coração só sentiam medo e angústia, e ainda faltava tanto para tudo terminar.
Na esperança de que o boletim médico trouxesse a notícia de que o cateterismo tivesse resolvido qualquer problema, mais um banho de água fria: meu pai estava na UTI e o médico informou que ele precisaria de uma cirurgia de ponte safena, pois as artérias do coração estavam com 80% de obstrução. A cirurgia seria de emergência ainda naquela semana.
Pânico, foi o que senti. Minha cabeça girava: como assim? E se ele não resistir? E já falaram pra ele? Como ele está na UTI? Logo ele que não fica longe dos passarinhos, da casa, da minha mãe? Como vão explicar isso pra ele?
E eu ainda tinha a cirurgia do Ferla na mesma semana pra lidar.
Foi um turbilhão de sentimentos angustiantes num curto espaço de tempo.
Eu não tinha ideia de quanto ver meu pai fragilizado poderia me deixar abalada: não tinha fome, não tinha sono, todos os músculos do corpo doíam.
A cada visita na UTI ele chorava, e eu me fazia de forte e, ao sair, desabava.
A cirurgia foi marcada. Sete horas de centro cirúrgico, 2 pontes safenas, uma ponte mamária. O cirurgião, ao conversar conosco, disse que ele provavelmente acordaria somente no dia seguinte e que, no dia da cirurgia, não seria bom que a família o visse, pois estaria entubado e poderia se agitar. Eis que, para nossa surpresa, ele acordou antes do esperado, pediu água, retiraram o respirador e pudemos vê-lo e falar com ele.
Que alívio!
Embora durante a noite tivessem ocorrido alguns picos de pressão, ele foi se recuperando e, em dois dias, foi liberado para o quarto e meu coração foi se aquietando.
No dia prometido para a alta, acordei às 5h da manhã e cheguei no hospital às 6h30 para esperar para levá-lo para casa. Quando o médico disse a ele que estava livre, depois de 12 dias, para voltar para casa, ele chorou de soluçar.
Entramos no carro e fomos embora. Chegando em casa, mais lágrimas.
Quanta angústia e quanto medo senti. Senti também o quanto minha mãe é forte, sensível e o quanto ela e meu pai ensinaram a mim e meus irmãos o verdadeiro sentido de união.
Agradeço por poder não só amanhã, mas muitos outros dias abraçar e cuidar de quem tanto me abraçou e cuidou de mim.
Abraço

Abraço

Lipe: 10 anos

Durante a semana que passou fiquei revendo fotos suas. Quantas fotos! 10 anos rapidamente se passaram.

Eu até sabia que passariam rápido, algumas pessoas me avisaram, mas não imaginava que seria assim: voando!

Tenho algumas saudades a registrar:

– de amamentar: talvez uma das maiores, de quando você mamava me olhando profundamente, segurando minha mão, meus dedos, recebendo somente leite e amor, o que bastava a você.

– do cheirinho de bebê: e não era cheiro do shampoo ou do sabonete, era do seu cheirinho mesmo; do cangote, do pescocinho.

– de olhar você dormir: confesso que perdi horas de descanso, mesmo exausta, podendo aproveitar para tirar uma soneca enquanto você dormia ou tomar um banho ou fazer qualquer outra coisa, mas ver você dormir me hipnotizava e eu ficava ali, olhando sua respiração, cada detalhe do seu rosto, das suas mãos, das suas expressões, imaginando como você seria agora…

– de quando você acordava no berço pela manhã: acordava bem cedinho e ficava resmungando sozinho e bem humorado, feliz, sorrindo, conversando como se tivessem anjos pelo quarto. Várias vezes senti vontade de deitar junto no berço, se me coubesse, e até me imaginei deitada lá dentro.

– do seu sorriso quando me via: seja quando eu me ausentava por algum motivo, seja em alguma brincadeira de esconder ou quando você mamava, dava uma paradinha, me olhava e sorria. Que delicia! Quanto amor pode ter em um sorriso!

Meu menino está crescendo depressa, hoje está fazendo 10 anos, daqui a pouco virá todo o resto, eu sei. E eu aqui já sentindo saudades de tudo que ainda nem passou (como sempre).

Faz parte da saudade carregar todos estes momentos que, de certa forma, são despedidas também. Despedidas de momentos vividos com muita ternura e insistem em demorar dentro de mim.

Saudade do que aconteceu e de perceber que tudo se transforma muito rápido e que esses momentos não conseguimos agarrar para sempre, podemos apenas tê-los na lembrança, na memória afetiva.

Memória afetiva no presente de um menino querido que cresce sendo muito amado e que vai pavimentar um futuro de um homem.

Parabéns, Lipe, meu querido filho, pelos seus 10 anos. Que você cresça tendo lucidez e sabedoria, calma e confiança nos seus propósitos.

Seja feliz nas suas escolhas, este é o meu desejo.

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Sobre bebês, bolsa d’água e peitos

Quando a professora do Gui estava grávida ano passado e explicou pra turma como era o processo da gestação do bebê na barriga, à noite, na hora do banho, ele me perguntou:
– Mamí, você ainda tem bolsa d’água?
– Como assim bolsa d’água?
– A bolsa de água em que os bebês moram na barriga da mãe enquanto não nascem. Eu fiquei na sua bolsa d’água, não foi?
Após entender que a compreensão dele vinha da explicação dada pela professora, respondi:
– Sim, você e o Lipe ficaram numa bolsa d’água até nascer, mas quando o bebê nasce, esta bolsa estoura e sai junto. Aliás, vocês dois romperam a bolsa antes de nascer, por isso a Mamí sabia que já estava na hora de ir para a maternidade.
Ele, prestando muita atenção e querendo saber o destino da tal bolsa:
– Tá, mas e o que eles – os médicos – fazem com a bolsa d’água depois? Devolvem pra dentro de você?
– Não, Gui, não precisa porque não tem mais bebê. A bolsa serve para proteger e alimentar o bebê, se ele saiu da barriga da mamãe, a bolsa é jogada fora. Os médicos jogam fora.
Ele olhou e deu um suspiro aliviado:
– Ufa! que bom!
– Bom? Por que?
– Bom que não tem mais bolsa d’água nenhuma aí na sua barriga, assim nenhum bebê vai mais morar aí. E se tivesse alguma bolsa ainda na sua barriga eu ia tirar e jogar lá na lixeira pro caminhão do lixo levar pra bem longe.
– Ah, entendi a conversa… era só pra saber se não ia sair mais nenhum bebê da minha barriga, isso?
– Isso mesmo!
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Ontem à noite, deitados na minha cama, o Gui abraçadinho comigo, pergunta:
– Mamí, por que você ainda tem peitos?
– Como assim, “ainda” tenho peitos?
– Tá, por que as mulheres tem peitos?
– Para dar de mamar para seus filhinhos, você e o Lipe mamaram muito leite da mamãe, é para isso que as mamães tem peitos.
– Então, se você não tem mais bebês, eu já sou grande, o Lipe maior ainda, para que você continua tendo peitos?
– Por que as mulheres tem peitos, é assim que é.
– Se eu fosse você colocava eles “pra dentro”, não vai usar mais.
– Gui, mas não pode ser assim, as mulheres não podem sumir com os peitos, e se tiverem outros filhos?
Neste momento ele me dá uma olhada fulminante e se afasta um pouco:
– Ahh! Você não me disse que as pessoas que escolhem ter ou não mais filhos? E que vocês escolheram não ter mais filhos? Então não precisa mais de peitos!

– Tá bom, aqui não terá mais bebês, você foi o último, tá bom? Não se preocupe. Podemos deixar os peitos, ok?
Ele fez que sim com a cabeça e voltou a se aninhar nos meus cabelos.