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Atropelados por um Chester

Que dia é hoje mesmo?

Como assim? 10 de que? Dezembro?

Nossa! Cadê o ano que acabou de começar e já está acabando de terminar?

Difícil encontrar alguém nestes dias que não esteja apressado.

Calma! Calma, não! O natal tá aí. Semana que vem tem que estar tudo pronto!

Pronto pra que?

Pronto para o Natal e para o fim de ano, oras!

Gente? Que correria é esta?

No telefone, no msn, por e-mail, nas ruas, nos shoppings, nas clínicas, nos supermercados. As pessoas parecem um bando de formigas se preparando para o inverno.

Tudo isso porque o fim de ano está aí, o natal está chegando, os presentes devem ser comprados o quanto antes. A ceia tem de estar preparada. Não pode faltar comida, bebida, sobremesa, comilança, presentes. Ufa!

Será que é este mesmo o espírito de natal? As pessoas andam pra lá e pra cá, compram roupas, brinquedos, comidas, planejam ceias, não pode faltar o penteado, a maquiagem, a manicure.

É época de confraternizar e o que se vê são pessoas estressadas no trânsito, nos provadores das lojas, nas filas dos supermercados.

É época de trocar, mas esquecemos que não são somente presentes. É hora de trocar carinhos, abraços, bondade.

É época de reflexão sobre a vida. Mas só vejo as pessoas precupadas com a comida para uma noite.

É época de aconchego, mas o consumismo não dá espaço.

Parece que além de sermos atropelados pela velocidade do tempo, estamos sendo atropelados por um Chester.

Que sobrevivam todos!

É Natal!

Mais um ano chegando ao fim e a atmosfera natalina toma conta.

É véspera de natal! Esta noite Papai Noel vem trazer os presentes de “quem se comportou bem”.

Minhas lembranças de natal são simples, mas marcantes. Lembro-me de quando dormíamos os três – eu, Marcos e Renata – na mesma cama. Papai Noel deixava os presentes embaixo da cama. Nossa casa de madeira, a porta com “tramela”. Tenho na memória a imagem de ir conferir se a porta estava encostada, se o pai tinha lembrado de deixar a porta destravada para o “velhinho” entrar. Lembro-me de em algum Natal o meu presente ser um jogo de “loucinhas” cor de laranja.

E o dia de Natal? Dia de ir pra casa da vó Nicota, encontrar todos os primos, revelar o amigo secreto da família que só aumentava. Almoçar antes dos adultos, na mesa das crianças, a tarde inteira pra brincar com os primos, a “malha de cana” docinha atrás da casa da vó, que os tios descascavam e nos entegavam para chupar cortadas em forma de palitos… O carinho da vó que já não está mais aqui… As brincadeiras dos tios Lili, Waldemar e Altino que se foram antes dela…

Um tempo que não volta mais, pessoas que não verei mais, que me enchem o coração de nostalgia nesta noite que tem uma mistura de alegria, tristeza, saudade, lembranças.

A história se renova e a vida continua. Era um tempo feliz e hoje é ainda mais feliz. Aquela famíllia que comemorava o Natal da minha infância diminuiu, e a minha nova família agora aumenta.

Nosso maior presente de Natal já chegou: João Guilherme. Pai e mãe estão encantados, o irmão extasiado. Eis o maior símbolo de Natal: o nascimento.

Agradecemos ao “papai do céu” – o verdadeiro Papai Noel, por tudo que tem nos dado, pela saúde que tem nos permitido usufruir, pela família que temos. 

E como não poderia deixar de ser, é impossível não lembrar de uma figura especial a quem o João Guilherme também veio para homenagear. Um grande homem a quem eu tive a oportunidade de conhecer e de conviver por alguns anos, mesmo que poucos. Um homem com a sabedoria de saber falar e calar na hora certa. Um homem com uma história de vida empreendedora. Um pai que soube passar aos seus filhos os verdadeiros valores da vida. Uma figura admirável que hoje é nosso anjo da guarda: Seu Gui, o avô do Lipe e do João Guilherme.  Que fiquemos com ele e com Deus nesta noite de Natal!

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É Natal!

Vendo a decoração de Natal nos shoppings e as propagandas já na TV, eu é que não estava mais aguentando para montar a árvore aqui de casa.

Quando o Lipe nasceu, compramos uma árvore linda, grande e cheia de enfeites com motivos infantis.

Quando criança, as árvores lá de casa não eram tão grandes, nem tão cheias de enfeites. Aliás, economizávamos nos enfeites: colocávamos mais enfeites na frente e atrás, onde não aparecia muito, ficava bem vazia.

Ontem resolvi desencaixotar tudo e preparar a supresa para quando ele chegasse da escola. Antes de ele ir, avisei que, quando chegasse, teria a surpresa da árvore de Natal na sala. Passamos a tarde arrumando tudo (eu, Gabriel e Letícia).

Incrível como o Natal tem outro sentido e outro brilho quando se tem criança em casa…

Ao entrar na garagem ele já viu a guirlanda na porta: “Mamí????? Você já montou a nossa árvore????”. Mal continha a expectativa e queria sair rápido do carro. Falei pra ir de olhos fechados até perto da árvore. E obedeceu.

Mais mágico que o Natal e seu significado é a pureza do coração de uma criança. A fantasia e o encantamento dos olhos de uma criança são sagrados. Que momento! Que magia!

Para nós, adultos, uma nostalgia invade, com um misto de alegria, de saudade e, por vezes, de tristeza. Para as crianças, com tanta pureza no coração ainda ingênuo, é só contemplação, encanto, magia.

Quem quiser assistir o vídeo do momento em que o Lipe viu a árvore montada, está abaixo.


http://twitter.com/geisiana