Então, como esperado, o espetáculo foi realmente um “espetáculo”!
Não sei quem estava mais ansioso, se era o Lipe ou nós – platéia familiar.
Eu então, já estava nervosa, mesmo não querendo transparecer. Como ele foi com o ônibus da escola para o Teatro e não comigo, não parava de pensar se estava cansado, se estava bem, se tinha comido, se estava com calor, se estava apreensivo.
Coisas de mãe. Coisas que só se entende quando se é mãe. Quando minha mãe dizia que se preocupava com todas essas coisas quando eu era criança ou adolescente eu achava um tremendo exagero. Mas, como dizem, só se aprende a ser filho quando se tem.
A turma dele foi a quarta a se apresentar. Desde a primeira, percebi que a maioria das crianças procurava na platéia um olhar familiar, um olhar de segurança, o olhar dos pais. Por isso, já nos posicionamos para, assim que entrasse nos visse.
Quando chegou a hora, que nervosismo, não sabia se filmava, se batia foto, se chorava, se gritava pra ele me ver. E, como as outras crianças, ele nos procurou e, só quando achou, abriu um sorriso e mostrou um alívio, uma segurança, um olhar de “que bom ver vocês”. Foi lindo. O melhor momento do espetáculo.
E mesmo tendo acordado tão cedo, não ter dormido nada durante o dia, ter estado ansioso o dia inteiro, agüentou firme até o fim. Até o número final, do qual participaram todos os alunos.
Parabéns Lipe! Você foi um “bravo artista”!
