Textos categorizados 'João Guilherme'

Dia lindo

Hoje o dia amanheceu lindo.

É aniversário do João Guilherme, o Pequeno Gui.

Há um ano ele chegou. Estourando a bolsa em que estava envolvido e nascendo antes do previsto. Aliás, foi difícil segurá-lo na minha barriga. Desde a 33ª semana, já estava agoniado para sair, me fazendo sentir contrações bem antes do esperado.

Nasceu de madrugada – 1h08min – saudável e rosinha. Como o irmão, não gosta muito de dormir e me fez sentir bastante sono neste primeiro ano. Mas, interessante, esta noite dormiu direto sem acordar nem para a habitual mamada.

João Guilherme é um pouco atômico. Quando está acordado, parece ligado na tomada. Movimenta-se com desenvoltura pela casa toda. Adora subir as escadas. Não sei se a gente esquece como era o Lipe ou se ele realmente é mais ‘arteiro’.

Sua característica mais marcante deste primeiro ano de vida é a simpatia. Ele é realmente sociável. Sorri muito para conhecidos e também para os desconhecidos. Garçons são suas vítimas preferidas. Chegou perto do cadeirão ele já solta um sorriso e estende a mão para conquistá-los. E quase sempre atinge seu objetivo.

É um doce de criança. Me parece que crescerá tranquilo, fazendo ‘artes’. O que considero muito saudável.

Antes dele nascer eu ficava preocupada porque sentia tanto amor pelo mais velho que me parecia impossível dividir o sentimento com outro ou sentir algo parecido. Por várias vezes me questionei como seria o sentimento em relação a este novo ser. Hoje eu sei que o amor não se divide entre filhos. O amor que temos pelos filhos se multiplica. E tenho a impressão que aumenta com o passar do tempo.

Desejo a este pequeno uma vida de saúde, uma infância feliz, uma história de perdas e ganhos, de aprendizado e, principalmente, que ele seja um adulto com valores, um ser humano preocupado com o bem estar dos seus semelhantes.

Este é o meu desejo neste dia em que completa um ano de vida e, tenho certeza, o será para todos os outros anos!

Parabéns Gui!

Missão cumprida

Nem sempre a cabeça e o coração de uma mãe estão em sintonia. Por vezes, a cabeça toma uma decisão que é difícil para o coração segurar. Surgem a dúvida acerca do “certo e errado”, “bom e ruim”.

A maioria das mulheres quando engravida deseja o melhor para seu filho e já vai pensando em como vai ser cada detalhe após ele nascer. Se vai ser menino ou menina, se ele vai chorar ou não, se o parto vai ser normal ou cesárea, se ele vai mamar no peito ou não. Enfim, mil coisas fervilham na cabeça. E o coração descompassa.

Dentre todas essas coisas, a amamentação ocupa um papel especial. O ato de amamentar é uma doação. É um desapego à própria liberdade em favor de uma pessoa. Uma pequena pessoa.

A expectativa em torno deste momento chega a ser angustiante: e se o bebê não mamar? e se o leite não descer? e se o mamilo rachar? E assim vai.

Tanto o meu filhote mais velho quanto o mais novo, logo ao nascer já mamaram como se também estivessem esperando por aquele momento.

São momentos únicos, especiais. Uma troca fantástica de ternura. O olhar de um bebê para uma mãe no momento da amamentação deveria ser elevado ao grau de “olhar mais especial do mundo”.

Até os seis meses, quando possível, prazeroso e saudável para mãe e bebê, é obrigação. Mais que esse tempo é pura doação.

O momento do desmame é, ao contrário, perturbador. Esta semana desmamei o Pequeno Gui. Tem sido mais difícil pra mim do que pra ele, assim como foi com o Lipe, que parou de mamar com 1 ano e 3 meses. A última mamada do Guigui  foi na madrugada do dia 3 de setembro às 2h30 da manhã.

Ele completa 9 meses este mês. Mas nem foi pela idade que tomei esta decisão e sim pelo fato de que estava viciado em mamar. Acordava de 3 a 4 vezes por noite para mamar 4 ou 5 minutos. Ele não descansava direito e eu muito menos.

Decidi, implementei a decisão, mas a confusão mental atormenta. Será que não estou sendo cruel, tendo leite e ‘negando” a ele? Será que estou sendo egoísta e pensando só no meu descanso, na minha liberdade?

Como eu disse, pra ele foi mais tranquilo do que pra mim. Já estou com saudades dos momentos em que ele mamava, me olhava, sorria com os olhos me agradecendo pelo carinho, pelo leite morninho, pelo contato.

Mas é assim… na vida as decisões tem que ser tomadas. O sofrimento pela saudade desses momentos únicos existe, é intenso, mas faz parte. Encerro esta etapa com a sensação de missão cumprida.

Cumpri mais uma obrigação de mãe.

Agarradinho

Lembro-me de quando era criança de um bonequinho que era uma febre: o agarradinho. Era da mesma época das ‘fofoletes’. Não tive uma ‘fofolete’, mas tive um agarradinho. Se não me engano a cor dele era verde claro.

Esse bonequinho tinha as mãozinhas juntinhas e, ao apertar atrás na engrenagem que articulava os bracinhos, ele grudava na roupa da gente e não soltava fácil. Era difícil perder um agarradinho.

Agora tenho um agarradinho aqui em casa. De carne e ossinhos. Meu Pequeno Gui, depois de ter uma laringite na semana passada que provocou tosses e mal estar, só ficava quietinho e seguro no meu colo, grudado em mim. E não é que gostou?

Já está bem bonzinho, mas gruda como um agarradinho e não quer soltar mais. Se eu saio um pouco de perto, já reclama. Se o deixo com alguém para fazer algo, ele se distrai por um tempo e já chora. Quando eu volto, me olha com uma cara de ‘cachorrinho abandonado’ que dá dó. Gruda em meus cabelos, em meu rosto, me morde com a gengiva ainda sem dentes e me cheira, cheira, cheira sem parar.

Claro que 8kg pendurados em mim quase o dia inteiro (e muitas vezes na noite) cansa muito meu corpo. Minha coluna está pedindo socorro no fim do dia. Mas é uma delícia! É algo muito gostoso ser tão querida e amada por uma criatura tão fofa, tão gostosa, tão pura, que é só emoção e instinto.

Ser mãe me faz a cada dia ser uma pessoa mais terna, paciente e muito forte fisicamente. Tem horas que penso que meu corpo não vai aguentar, mas aguenta! Acho que nasci pra isso… alguém tem dúvida?

Meu "agarradinho" me agarrando.

Niver

Era pra ter escrito ontem, mas o clima baiano me deixou preguiçosa. Talvez a preguiça por aqui seja contagiante.

Estamos passando uns dias de férias em família na Bahia. As primeiras férias da família com 4 integrantes.

Ontem foi o niver do Papí. Trouxemos presentes na mala e encomendamos um bolo para o parabéns no café da manhã, com direito à vela do “Ben 10″ .

É fácil e ao mesmo tempo difícil falar dele. Tem tantas qualidades, tantas virtudes que os defeitos ficam minúsculos, quase imperceptíveis. E tenho certeza que isso não é coisa de mulher apaixonada. Vejo muitas pessoas o admirando. Aliás, se fosse escolher um sentimento para esta data seria admiração.

Além de amor – que é o sentimento maior que nos une, tenho uma admiração imensurável pelo Ferla. Ele sempre foi um namorado exemplar, um marido maravilhoso e como pai então, é indescritível o carinho, o cuidado, a dedicação que tem pelos meninos. Somos muito sortudos, nós três – eu, Lipe e o Pequeno Gui.

Sem falar no filho, irmão, empresário, cidadão e amigo que observo no dia-a-dia. Sempre preocupado com o bem estar daqueles que o rodeiam e que ama.

Só posso agradecer todos os dias ao bom Deus por ter colocado este homem fantástico na minha vida e por comemorar mais um ano ao seu lado, junto com o Lipe e agora com mais um ‘filhotinho’.

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Nasceu João Guilherme

Então, demorei, mas aqui estou…

Estávamos em casa na bela noite de lua cheia de sexta passada e após colocar o Lipe para dormir, jantamos tranquilamente e fui deitar. Eis que ouvi um “ploc” meio abafado e uma fisgada, mas de tanto sentir contrações nos últimos dias, fiquei apenas com o pressentimento de que algo poderia acontecer naquela noite e peguei no sono. Lá pelas 22h acordei para ir ao banheiro e percebi algo estranho… a bolsa se rompeu, tal qual quando o Lipe nasceu.

Ligamos pra médica e ela mandou ir pra maternidade até a meia-noite. Lá vamos nós então organizar as coisas. E agora? E o Lipe? O que mais me afligia desde que engravidei era que esse momento acontecesse à noite ou no meio da noite e eu tivesse que “abandoná-lo”. Cheguei a ter crises de choro alguns dias antes só de pensar em ficar 2 dias longe dele. Parece bobagem, alguns dirão, mas ele dorme de mão comigo todas as noites, e como ia ser quando eu não estivesse? Isso me angustiava. Bom, mas surpreendentemente, ele compreendeu tudo e aceitou ficar na casa da vó enquanto eu estivesse no hospital. Incrível esse menino!

Chegamos na maternidade perto da meia-noite e eu já não conseguia suportar as dores das contrações. Gente, quem já passou por isso, sabe o que é. É uma dor sem descrição. Minha médica chegou, me examinou e avisou que não havia sinal de dilatação, ou seja, precisaríamos encarar outra cesariana. Vamos nessa…

Entrei no centro cirúrgico já passava da meia-noite. Só deixariam o Ferla entrar quando a anestesia estivesse fazendo efeito. E agora? Como ficar parada para a anestesia na coluna com tanta dor? Eu berrava no centro cirúrgico, devo ter acordado algumas pessoas no bairro Pantanal, onde fica a Clínica. Por 3 vezes o médico anestesista teve que “reposicionar” a agulha. Até que me deitaram, mandaram o Ferla entrar e começaram a cirurgia.

Ouvia a voz da minha médica e me metia na conversa de vez em quando. Até que, quando o relógio marcou 1h08min, ouvi o choro estridente de um bebê – era ele! Forte e vigoroso, nasceu aos berros. Enquanto ele chorava alto, minhas lágrimas escorriam sem parar num choro contido, sem som, mas não paravam. Quanto mais eu ouvia ele chorando, mais eu chorava.

É impossível descrever o turbilhão de sentimentos que invade o coração de uma mãe num momento desses. E eu, tão afortunada, já tive essa oportunidade 2 vezes.

O pai, tal qual fez quando Luiz Felipe nasceu, foi atrás dele para o setor de pediatria, fotografar, cuidar, admirar, sentir.

Fiquei ali até que terminassem os procedimentos cirúrgicos e  me trouxeram ele pra ver 2 vezes. Ao ouvir minha voz, ele parou de chorar por alguns instantes.

Às 2h20 da manhã, Ferla veio com ele para onde eu estava – na sala de recuperação. Ao colocarem ele no peito, imediatamente começou a mamar. Estava instalada a mais profunda sintonia entre nós dois.

Fomos pro quarto e no dia seguinte, as visitas, o banho, os remédios, o cansaço, mas o mais importante: a Felicidade. O Lipe ao chegar no quarto e ver o irmão, não se continha de alegria, curiosidade, encantamento. Queria pegar, passar a mão, beijar, ver, tocar. Está assim até hoje, encantado, doce, meigo. Sem um pingo de ciúme.

Bom, pessoas, a todos aqueles queridos amigos que mandaram mensagens, rezaram, torceram, meu muito obrigada. Está tudo bem. Apesar do cansaço, da dor da cirurgia, do turbilhão de emoções, da sensibilidade à flor da pele, eles são lindos – uns verdadeiros anjos.

Mais um pouco…

Para continuar o post anterior… Estive ontem na médica novamente.

Segundo ela, João Guilherme ainda não quer sair de onde está (bobinho ele né?).

As contrações continuam, mas ela diminuiu o intervalo entre a medicação e hoje já me sinto bem melhor, com mais ânimo.

A recomendação é tomar a medicação até dia 20, prazo em que ele estaria “maduro” para vir ao mundo. Se, até lá, não acontecer nada de diferente, do tipo “arrebentar a bolsa”, ele deve nascer por volta do dia 22. Segundo ela, seria injusto me deixar sofrendo o final do ano (também acho!).

Bom, é assim, mesmo com dores e incômodo, o fato de saber que ele está super bem, se desenvolvendo e escutar o coraçãozinho dele batendo, faz com que todo o resto seja realmente resto, sem relevância.

Vamos em frente, temos mais 16 dias de recomendação de repouso e uso de medicação…

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Ai, ui…

Faz uma semana que não paro de falar “ai, ui…”

Desde domingo passado tenho contrações. Umas fortes, outras fracas, outras bem fortes.

Não sabia o que era ter contrações até então. O parto do Lipe, embora antecipado, não teve nada de dor. Simplesmente arrebentou a bolsa e 2 horas e 17 minutos depois ele já tinha nascido. Mas agora… ahhh… A barriga fica dura como pedra, dói lá embaixo, vai pras costas, vejo estrelas, dou 3 voltinhas no anel de Saturno, respiro fundo e ufa… passou… até a próxima, que pode vir em minutos ou em uma hora.

A médica me examinou esta semana e concluiu que está tudo bem com o João Guilherme, que as contrações são problema meu, não dele. E, como o personagem principal é ele, a recomendação é tentar esperar mais duas semanas, até que ele chegue a 37ª.  Receitou Buscopan pra dor e uma medicação que deveria aliviar as contrações, mas… tá difícil.

Algumas noites desta semana dormi menos de 1 hora direto. Acordo a toda hora. Coitado do “Papí”. Já recomendei a ele que vá dormir no quarto de hóspedes. Mas, zeloso e preocupado, se recusa. Prefere dormir mal a me abandonar com as dores… Isso que é companherismo, né? Até alivia um pouco a dor física.

Bom… assim foi minha semana. Amanhã começa minha licença, pois não tenho mais condições de ficar sentada trabalhando. Consigo ficar no computador nos intervalos das contrações, que nem sempre coincidem com o horário que tenho que estar concentrada no trabalho. Então, sossego e repouso (mais!).

Seja o que Deus quiser… Esta semana tem mudança de lua. Vamos ver o que acontece. Como já disse antes, que venha com saúde. Será muito bem-vindo!

João Guilherme no Ultrassom 4D em 21/10/2008

João Guilherme no Ultrassom 4D em 21/10/2008

Último mês

Encerra hoje o oitavo mês de gravidez.

Começamos amanhã o último mês. Hoje, por duas vezes achei que era hora. Não sou mãe de primeira viagem, mas bem que dizem que uma gravidez nunca é igual a outra.

Estou mais cansada que na gravidez do Lipe (tudo bem, pode ser a idade…).

Esta criaturinha se mexendo dentro de mim é algo tão mágico, tão incrível, tão milagroso, que só quem já sentiu isso pode entender. É um poder tão grande gerar uma vida que mal conseguimos compreender a dimensão deste milagre.

Esse menino que já tem um nome - João Guilherme, escolhido pelo irmão - embora ainda não sabemos como é seu rostinho, nem sua personalidade, já sente que tem tanto amor fora do seu “casulo” esperando por ele.

Mexe, sacode, chuta, soluça, cada vez com menos espaço pra “tanta” atividade.

Daqui a pouco, resolve sair. Que venha com saúde, quando quiser. Estaremos aqui, prontos para recebê-lo com todo carinho que merece, do tamanho do desejo de que ele existisse.

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mexe pra cá…mexe pra lá…


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