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Espetáculo de menino

Ontem aconteceu o espetáculo anual da escola do Lipe. A escola trabalha com projetos/temas. Há meses a turma do Lipe vem estudando o começo do universo e, especificamente, os dinossauros.

Ele está fascinado com as descobertas sobre os dinos. Sabe qual é o maior dinossauro carnívoro, quais são herbívoros, os nomes de vários, qual é perigoso, qual é bonzinho. No dia das crianças foi o tema preferido para presentes. Agora tem vários bichos desses aqui em casa. Até eu já aprendi alguns nomes.

No espetáculo de ontem ele dançou com um Tricerátopo – um dinossauro com chifres, parente distante do rinoceronte – que eles mesmos confeccionaram na escola.

E, novamente, estávamos nós lá na platéia, babando, emocionados com a performance do nosso “pequeno artista”. Um show! Ele estava lindo de camiseta branca, cabelos um pouco compridos, seguro e muito feliz.

Eu sei que quando falo que ele é lindo pode parecer exagero ou coisa de mãe, mas é sério, ele é lindo! Tão fofo e querido que já tem até fãs-mirins…

Hoje, quando fui buscá-lo na escola, me contou que ganhou presentes da Duda: um chaveiro do Ben 10, figurinhas e um pirulito em formato de boca. Na embalagem do pirulito estava escrito: meu sonho é seu beijo!

Fazer o que, ele é um espetáculo de menino mesmo!

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Como esperado!

Então, como esperado, o espetáculo foi realmente um “espetáculo”!

Não sei quem estava mais ansioso, se era o Lipe ou nós – platéia familiar.

Eu então, já estava nervosa, mesmo não querendo transparecer. Como ele foi com o ônibus da escola para o Teatro e não comigo, não parava de pensar se estava cansado, se estava bem, se tinha comido, se estava com calor, se estava apreensivo.

Coisas de mãe. Coisas que só se entende quando se é mãe. Quando minha mãe dizia que se preocupava com todas essas coisas quando eu era criança ou adolescente eu achava um tremendo exagero. Mas, como dizem, só se aprende a ser filho quando se tem.

A turma dele foi a quarta a se apresentar. Desde a primeira, percebi que a maioria das crianças procurava na platéia um olhar familiar, um olhar de segurança, o olhar dos pais. Por isso, já nos posicionamos para, assim que entrasse nos visse.

Quando chegou a hora, que nervosismo, não sabia se filmava, se batia foto, se chorava, se gritava pra ele me ver. E, como as outras crianças, ele nos procurou e, só quando achou, abriu um sorriso e mostrou um alívio, uma segurança, um olhar de “que bom ver vocês”. Foi lindo. O melhor momento do espetáculo.

E mesmo tendo acordado tão cedo, não ter dormido nada durante o dia, ter  estado ansioso o dia inteiro, agüentou firme até o fim. Até o número final, do qual participaram todos os alunos.

Parabéns Lipe! Você foi um “bravo artista”!

Fazendo graça pra familia!

Fazendo graça pra família!

É hoje!

Hoje às 5h30 da manhã, soou o sinal para despertar aqui em casa… “Mamíiiiiiiii”….

A ansiedade pela apresentação da escola no teatro hoje à noite não deixou a “criatura” dormir direito e fez com que acordasse cedíssimo.

A fantasia será de mágico, já que a de “engolidor de fogo” realmente não foi possível encontrar.

Desde a semana passada o assunto mais importante da vida dele é este: a apresentação de hoje. Ano passado também teve, mas a compreensão que possui este ano dá uma dimensão muito maior ao “espetáculo”.

Sabendo que as avós e o vô Beto (“mas o Vovô Beto não vai de mágico também né?” – foi a pergunta) também vão prestigiá-lo, está se sentindo o “artista”.

Isso me trouxe algumas reflexões. Por vezes encontrei com mães que reclamaram que “as escolas inventam”, que “essas coisas dão trabalho”, que se perguntam “pra que isso, pra que?”. Isso por que, para elas, deve realmente dar um “super trabalho”. Imagina, ter que procurar fantasia, ir assisitr à apresentação, trazer de volta pra casa os filhos já cansados, sair da rotina de janta, banho, tudo no horário certinho… Nossa, realmente muito trabalho!

Mas e os olhinhos brilhando? E a alegria de cada ensaio? A auto-estima elevada por ser um personagem tão importante de uma apresentação? E a fantasia? E a inocente ansieadade que não os deixam nem dormir direito? E, por final, os aplausos? A satisfação e o orgulho por ver na platéia aqueles que este ser pequeno, puro de sentimento, mais ama?  Isso não é maior do que qualquer “trabalho” que se possa ter?

Sem falar em quanto isso marca para uma vida inteira, para um caráter, para a construção de valores. Quem quiser pensar que tudo isso é “uma grande besteira”, que pense.

Nós, pais e avós, a tia Tatí e a Cátia estaremos lá a postos para prestigiar e aplaudir você, Lipe. Queremos mostrar-lhe desde cedo o valor do reconhecimento, do estímulo e do amor que temos por você.

Será uma grande noite, podem apostar!

Segue uma foto da preparação em casa:

A preparação

A preparação


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