Nada mais virtuoso para uma mãe saber que cria seus filhos para o mundo.
Eles nascem, precisam da gente o tempo todo, o que nos proporciona satisfação e cansaço. Crescem, vão ficando independentes e correm para o mundo.
Muitas mães padecem de sofrimento à medida que seus filhos vão se tornando independentes. Deixam de se sentir insubstituíveis, necessárias, únicas.
É difícil não se sentir assim, mas também é sábio, é sadio, é da vida. O contrário só faz mal ao filho e à mãe.
Com dois filhos, sempre soube que passaria por isso em dose dupla. Me preparo a cada dia um pouquinho para um dia deixar de ser tão importante, relevante, necessária.
Porém, começou cedo demais essa história toda. Ontem, ao levar o Lipe na escola – relembro que ele tem 4 anos (pra mim, apenas 4 anos!) – ele me diz:
- Mamí, que tal amanhã você ficar no carro e eu entro sozinho na escola?
Pega de surpresa…
- Mas amanhã? Por que?
- Porque eu quero ir sozinho, já sou grande.
- Claro! Muito grande. Vou achar muito legal! (ã???)
Fiquei pensando nisso durante o dia e à noite. Lembrei dos primeiros dias que fui levá-lo na escola, a fase de adaptação, o choro de abandono, o meu de sofrimento. Depois, o retorno das férias, quando ele nem chorou e quem desabou fui eu. E, ontem, a primeira declaração de independência.
Eis que hoje, na hora de ir pra escola, perguntei se realmente ele iria sozinho do portão:
- Sim, Mamí! Você fica no carro e eu vou sozinho com a minha mochila.
- Tá bom.
Paramos na frente da escola e eu fui saindo para pegar a mochila que estava no banco da frente. Ao me ver abrindo a porta, ele diz:
- Mamíiii, por que você está saindo do carro?
- Pra pegar a sua mochila. Você não quer mesmo que eu vá?
- Não, Mamí, já falei. Eu vou sozinho com a minha mochila.
- Então tá. Dá um beijo e vai com Deus.
Nossa, olha o drama! Parece que o menino ia viajar! Tudo bem, eu sei, pode ser exagero, mas não é a distância que conta aqui, é a simbologia do “não preciso de você”.
Fiquei olhando do carro. Ele passou pelo portão, estufou o peito, foi andando com passinhos firmes, balançando os bracinhos e, pior (ou melhor!), nem se dignou a olhar pra trás!
Meu peito apertado ficou contemplando seus passos rumo à autonomia, à confiança. É pra isso que a gente cria os filhos (mas, precisava ser assim tão cedo?)
é mana não tenho filhos,mas como tem o ditado que “criamos os filhos para o mundo”,com a independencia dos filhos nós vamos sofrer igual a nossa mãe,por ela a gente iria ficar a vida toda na barra da saia.beijinhosssssssssssssssssss
depois dessa fico aqui pensando se quero realmente ter filhos! todo mundo me diz que eu tenho q pensar antes de engravidar, se quero filho pela companhia ou se eu simplesente os quero muito! já nao sei mais… muito lindas as tuas palavras, como sempre, mas doeu em mim a indepenencia do teu filho!!! um beijão
CARACA………..